Um monte de assunto

 Mais 9 dias sem escrever, e passaram voando. 

Adoro escrever, e sei que faz bem; já li um pouco a respeito da "escritoterapia". Porém não consigo sentar e escrever todo santo dia, mas tudo bem. Estou tentando não me cobrar tanto.

Acontece tanta coisa dentro de uma semana que às vezes nem sei por onde começar.

Bom, enfim finalizei o Projeto Integrador II no curso. Eu estava insegura pois sei que com tudo que aconteceu acabei não me dedicando tanto. Mas no fim das contas deu tudo certo, a apresentação correu bem, e vou começar o ultimo módulo do curso.

Também entreguei o PGR, que é um documento técnico que precisamos fazer. Confesso que fiz mal e porcamente, estava sem ânimo e sem foco com o curso. Espero que melhore agora, pois sempre fui uma ótima aluna e me frustrei comigo mesma por não ter me dedicado mais, mas agora já foi.

Estou tentando não me cobrar tanto, pois sei que a fase que estou vivendo é delicada. Tive uma super decepção com o Junior, e de repente tudo mudou.

Faz 1 mês que voltei a fazer programa, e apesar de estar sendo "tranquilo" (apesar do cansaço), não era meu plano de vida. Porém, todavia, entretanto... Está dando certo, então vamos em frente.

Sexta fui para uma boate aqui perto, se chama 'Dama da Noite'. É zona mesmo, nada de luxuoso, porém ajeitada e meninas legais. 

Aconteceu uma coisa chata que me deixou um pouco assustada na hora: o movimento estava fraco e eu estava conversando com algumas meninas quando começou a vir um barulho do banheiro: gritos e batidas. 

Uma voz feminina que gritava "para para para", e pancadas como de um corpo sendo jogado de um lado pro outro.

Pensei que algum cliente havia entrado e estava batendo em uma das meninas, fiquei assustada enquanto as outras permaneceram tranquilas e falavam: "ela é louca".

O gerente e o moço do bar começaram a socar a porta para a garota abrir. Ela abriu falando coisas desconexas, assustada, e estava sozinha!

O gerente tentou acalmá-la mas não teve jeito. Pegou-a pelo braço e jogou na rua, mandando voltar quando se acalmasse. Alguns minutos depois ela voltou, e foi dançar no pole dance como se nada tivesse acontecido.

É triste, sabe? Ver uma mulher nessa situação. Ela estava alterada por causa da cocaína; certamente tem alguma outra questão mental ali, porque já usei muita cocaína e já convivi com gente que usou e nunca vi nada assim. Já vi pessoas se transformarem, ficarem paranóicas, "espiadas", mas assim acho que foi a primeira vez.

Eu fico grata pela minha evolução pois apesar de estavar novamente fazendo programa, hoje tenho outra mentalidade. Tenho foco, objetivos.

Essa semana que passou, o Junior jogou a casa na minha cara pela primeira vez. Parece que eu sabia que uma hora ou outra isso ia acontecer, mas eu não queria acreditar. 

Eu sempre tenho a sensação que sou boa demais com as pessoas, mesmo que elas sejam verdadeiras "pau no cu" comigo, mas aos poucos estou aprendendo a ser mais racional.

Eu tentei conversar com ele sobre o dinheiro do carro, pois ele estava enrolando para pagar (ainda não pagou, disse que irá pagar dia 06-06), e ele se alterou. Tem momentos que é complicado falar com ele, principalmente se questiono alguma situação de dinheiro, etc. Acabei falando que se ele começar a atrasar, vou precisar dar busca e apreensão no carro.

Falei isso e ele começou a falar da casa. Que iria devolver o carro mas iria querer a casa.

Chega a ser inacreditável. Esse cara fez tanta merda comigo, e consegue continuar agindo como um otário em vez de um homem responsável e que tenha um pingo de dignidade e gratidão por alguém que fez muito por ele.

Eu perdoei tanta coisa! Fui roubada, enganada, abalada psicologicamente várias vezes. Fui super parceira quando ele foi internado por dependência química, incentivei a estudar, chorei pela família dele, aguentei desemprego, permaneci em sobriedade para acompanhá-lo na recuperação e mesmo assim o cara aprontou comigo de uma maneira muito baixa e nojenta e vem falar esse tipo de merda.

Eu sei que ele não vai conseguir me tirar tão fácil daqui. Mas citar essa possibilidade me irritou. Na hora pensei em largar tudo, pegar as crianças e me jogar em algum aluguel. Mas não vou fazer isso, não vou sair daqui com uma mão na frente e outra atrás pra pagar aluguel.

Então respirei fundo e tracei novos planos. Não vou ficar investindo muito nessa casa; vou ajustar algumas coisas nas paredes, cuidar do jardim, enfim, manter um bom ambiente enquanto eu estiver aqui. Talvez eu compre um guarda-roupas para a Kamila e uma cômoda para as roupas do João. Mas fazer obra, reforma, nem pensar.

Minha meta atual é limpar meu nome (devo uns R$10.000 a R$15.000 para o banco) e guardar para dar entrada em algum imóvel. Um apartamento, uma casa em condomínio, algo assim.

Na cidade vizinha (Palhoça) tem bons imóveis com valores menores que aqui na capital. Sinto que será um grande desafio mas que vou fazer acontecer.

Por isso vou focar na questão dos programas agora. Não estou nem aí, pois se eu ficar de braços cruzados esperando alguém me salvar, ou algum milagre financeiro acontecer, nada vai pra frente.

Estou focada em fazer acontecer. Claro que não vou deixar de viver, mas meu objetivo maior será poupar para fazer esse sonho dar certo.

Mudando de assunto ontem teve churrasco da turma. Foi muito legal, muito bom mesmo. É bom estar entre colegas-amigos, conversar, comer, beber, cantar, dar risada. Cantamos no karaokê, dançamos, rimos alto.

O que me incomodou um pouco foi o professor. Acho que não quero mais ficar com ele...

Na verdade eu até queria, lá no começo. Mas era pra ser algo de vez em quando, discreto, só entre nós. Acabou que na última vez que saímos com a turma eu bebi e na hora de ir embora beijei na boca dele, na frente de uma menina que não sabia. Mas tudo bem, continuou tudo tranquilo, a menina foi bem discreta.

Porém ontem no churrasco tinha mais gente, e também a família dele, e ele escancarou pra todos. Eu até dei uns beijos nele, brinquei, mas depois fiquei pensando que isso me incomodou.

Eu quero ficar livre. Não quero ficar de casalzinho ou ficar com ele sempre que tiver algum evento.

Também não vejo vantagem alguma em ficar com ele, pois não é uma pessoa que eu queira algo sério, e sexo por sexo eu já faço nos programas. 

O único que continuo interessada em transar livremente é o Tio. Mas até um encontro com ele recusei ontem; confesso que senti até orgulho de mim.

Em outros tempos eu iria correndo a qualquer hora que ele me chamasse. Ontem marquei com ele, mas depois do churrasco saí com um cliente que conheci na boate semana passada. O cara me levou para jantar sushi e depois fomos para o motel. Bem tranquilo de atender, mas disse que não vai poder me dar R$400 toda vez (foi o que cobrei dele).

Ele até tem dinheiro pelo que vi; nenhum milionário, mas vive bem. Só que ele quer é namoradinha, me pagar com passeios, almoço, etc - pelo que percebi. 

Enfim, de qualquer forma, fiz o atendimento e me senti cansada. Peguei um UBER e vim pra casa... O Tio tinha falado comigo as 16h, mas como não falou mais nada, pensei que não ia rolar.

No meio do caminho pra casa ele me chamou. Até perguntei se ele gostaria de me buscar no centro da cidade, mas ele disse que tinha bebido e não podia me buscar. Então toquei pra casa.

Pela 1h ele mandou mensagem, dizendo que ainda dava tempo e que pagaria meu UBER. Eu já estava deitada, de pijama, quase dormindo... Nem respondi!

Evoluí.

Estou evoluindo.

Hoje as crianças não estão em casa. João está com o pai e quer ficar lá até amanhã, Kamila está com uma amiga.

Estão crescendo, estou tendo tempo livre, e isso é bom.

Às vezes bate um aperto no peito, de ver o tempo passando tão rápido.

Às vezes sinto algo parecido com culpa. Será que é errado curtir a vida sozinha, mesmo depois de ser mãe?

Sou menos mãe do que aquelas que tem a vida toda certinha?

Tem coisas que só o tempo vai poder me dizer.

Apesar de tudo, apesar de todos... Estou tentando fazer meu melhor, um dia de cada vez! 

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